Governo federal trabalha para viabilizar a aprovação da MP do ReData

O governo federal trabalha para viabilizar a aprovação da MP do ReData até o fim de fevereiro, prazo em que a medida provisória perde sua validade se não for votada pelo Congresso Nacional.
Paralelamente à tramitação no Congresso, a equipe econômica já avança na elaboração dos atos de regulamentação, que devem ser publicados logo após a sanção, desde que o texto não sofra alterações relevantes.
O movimento revela a relevância estratégica atribuída ao ReData. O regime busca criar um ambiente mais competitivo para a instalação e expansão de data centers no Brasil, reduzindo assimetrias tributárias e oferecendo previsibilidade para investimentos de longo prazo em infraestrutura digital.
Do ponto de vista técnico, o tema também é acompanhado pelo Comitê Tributário Brasileiro (CTB), que avalia os impactos do regime sobre o ambiente regulatório e a segurança jurídica. Para o comitê, iniciativas como o ReData reforçam a importância de modelos tributários mais claros e estáveis, especialmente em setores intensivos em tecnologia e capital.
O que representa a aprovação da MP do ReData:
estabelece um marco regulatório claro para data centers e infraestrutura digital
reduz incertezas jurídicas e tributárias para decisões de investimento
permite a aplicação imediata das normas infralegais já em elaboração
cria previsibilidade para projetos de longo prazo e alta complexidade
reforça a segurança regulatória como elemento central de atração de capital
A aprovação dentro do prazo é determinante para garantir segurança jurídica aos agentes econômicos e permitir que decisões de investimento avancem com base em regras claras e estáveis.
Trata-se de um passo relevante para posicionar o país de forma mais consistente na economia digital, especialmente em segmentos como computação em nuvem, inteligência artificial e processamento de dados.
O avanço simultâneo da regulamentação indica que o tema já é tratado como política estruturante, com impacto direto na capacidade do Brasil de atrair capital, tecnologia e projetos de grande escala, um movimento que, na visão do CTB, depende diretamente da consolidação de um ambiente tributário previsível, coerente e tecnicamente bem estruturado.
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